História do mountain bike olímpico

Publicado dia às 20:06 no canal Artigos, Informações gerais por Adilson Martins

Na década de 50, alguns ciclistas começaram a ficar frustrados com as competições em estradas lisas demais. Procurando novos desafios – isso sem falar de árvores, lama, ar fresco e esquilos, eles foram para as montanhas.

Com isso, eles conceberam uma nova modalidade. Uma modalidade que já não apenas coloca os atletas um contra o outro pela natureza das corridas em alta velocidade, mas contra a própria natureza. Com uma certa dose de irreverência, eles chamaram essa nova modalidade de “clunking”.

Reza a lenda que um estudante universitário californiano chamado James Finley Scott foi o primeiro a modificar sua bicicleta de maneira a criar o protótipo do que hoje se conhece como mountain bike. Em 1953, ele retirou o protetor da corrente, a buzina e os racks de sua bicicleta e instalou marchas múltiplas, freios cantilever e guidão relativamente reto para usa-la fora da estrada.

O desenho de Scott não foi propriamente um sucesso mundial arrasador, mas outros atletas logo começaram a modificar suas bicicletas na Califórnia e Meio-Oeste americano. A Schwinn Excelsior de 1937 era o modelo preferido para o “clunking”, embora fosse muito mais tosca que as bicicletas de titânio da atualidade.

No início da década de 1970, membros do Mount Tamalpais Velo Club, um clube de ciclismo em São Francisco, levavam suas bicicletas de passeio especialmente modificadas (pesando cerca de 23 kg) para o topo e apostavam corridas montanha abaixo pelas trilhas sinuosas. Essa competição – a antiga Repack Downhill – marcou o início do mountain bike competitivo.

O perfil do esporte evoluiu consideravelmente com o advento da primeira bicicleta produzida em larga escala, a Specialized Stumpjumper, que entrou no mercado em 1981. Durante os dez anos seguintes, os ciclistas pedalaram em todos os tipos de terrenos, dos remotos Alpes aos parques das cidades, em competições informais e por pura diversão. Até o final da década, 70% das bicicletas vendidas no mundo eram deste tipo de “pneu balão”.

Apesar disso, o mountain bike foi tratado como um modismo recreativo com origem na Califórnia, e não deveria ser tomado com seriedade.

Esse rótulo depreciativo desapareceu em 1990, quando o mountain bike foi reconhecido pela União Ciclística Internacional – UCI. No mesmo ano, a cidade de Purgatory, no estado norte-americano do Colorado, sediou o primeiro Campeonato Mundial de mountain bike, atraindo um público de 30.000 pessoas.

Entusiasmados pela popularidade do esporte, os organizadores realizaram etapas do World Cup Series em ambos os lados do Atlântico em 1991, levando o novo esporte para a Europa. Inicialmente, a competição tinha apenas provas cross-country, mas dois anos depois foi incluído um campeonato de downhill dividido em seis etapas.

Desde então, o esporte tem viajado por todos os continentes, com exceção da Antártica. Em 1994, 1994 e depois em 1999, a World Cup Series cresceu até incluir uma etapa na Austrália. O Campeonato Mundial de 1996 também foi lá. O esporte chegou até a África do Sul, onde ocorreram algumas das etapas do Campeonato Mundial de Downhill de 1997. Hoje, o interesse no esporte está florescendo pelo mundo, com Campeonatos Mundiais previstos para acontecerem na América do Sul.

Os Jogos Olímpicos de Sydney são a segunda participação do mountain bike como esporte olímpico. A primeira vez foi em Atlanta, em 1996. Como em Atlanta, em Sydney foram disputadas a prova masculina e a feminina, em um percurso bastante técnico. A França – país onde mora o atual número um do ranking mundial, Miguel Martinez – é hoje o país mais forte a nível internacional. Uma participação forte é esperada dos EUA, Canadá e Austrália.

Fonte: Official Website Of The Olympic Movement

Leia também:

Deixe um comentário