GT impressiona com a Fury
Publicado dia 29/03/2010 às 21:14 no canal Artigos, Reviews por Bortoletto

GT Fury | Foto: Mountain Bike Action
Em 2008 na Interbike Trade Show em Las Vegas, uma nova estrela brilhava entre os mais diversos produtos topo de linha do mundo das duas rodas. A GT apresentava um protótipo de uma bike de fibra de carbono. Como assim? Uma bike de fibra de carbono para downhill?
Pois é, esta audácia de lançar o primeiro quadro de carbono para downhill não veio de graça. A GT respeitou todo o processo exigido para desenvolver a utilização deste material já presente há muitos anos nas bikes de cross country.
Protótipos foram estressados na World Cup e nos circuitos nacionais de downhill por dois anos pelos pilotos Mick Hannah, Eric Carter, Marc Beaumont, Bryn Atkinson e Kevin Aiello os quais contribuíram com as informações sobre geometria, ajustes de suspensões e performance de pilotagem.
A combinação entre o processo de desenvolvimento perfeito, ferramentas computacionais e um time de engenheiros dedicados produziram mais uma máquina de descer.
Público alvo
Atender todos aqueles que são apaixonados pela combinação do amor pelo downhill, tecnologia de ponta para a prática do esporte e busca de resultados. E haja amor! A bicicleta está orçada por $6999 nos EUA e pode a chegar a R$ 19.000 aqui no Brasil.
Matéria prima
Como você já sabe, a FURY tem um quadro monobloco de fibra de carbono, e que a GT afirma que é 10 vezes mais forte que suas partes de alumínio como os encaixes forjados e usinados.
“Eu não vejo mais o carbono da mesma forma que via antes de iniciar o projeto”, diz Robert Stemen da GT. “Nós temos provado seu uso nestas aplicações e temos excedido nossos testes de resistência com de grandes margens”.
O novo conjunto independente de suspensão traseira revela um novo link e pivô projetado para entregar 8,3 polegadas de curso de roda traseira e utiliza o quick-release Rockshox Maxle. A FURY tem também o headtube de 1,5 polegadas de diâmetro para acomodar internamente a caixa de direção FSA Orbitz.
O downtube da FURY emprega o que a GT chama de “Rockblock”, ou seja, uma camada externa de Kevlar adicionada logo antes da aplicação do molde. A idéia desta camada é agir como um escudo contra pedras e outros detritos para proteger a área mais exposta do quadro.
Em 2010 a bike apareceu nas escadarias de Santos pilotada por Hannah e provou que aterrissagens no zero nem de longe afetam sua estrutura.

Hannah's Weapon - Escadaria de Santos 2010
Vestuário

Balança traseira da GT Fury | Foto: Mountain Bike Action
Em um projeto destes realmente merece incluir o que há de melhor em termos de componentes para downhill. Muitos deles já testados e consagrados em Copas do Mundo como a Rockshox Boxxer World Cup e o shock Vivid 5.1, pé de vela, freios e cambio traseiro Shimano Saint, mesa integrada e guidão tipo Fatbar FUNN.
A potência das pedaladas é garantida pelo casamento perfeito do cassete Shimano Dura-Ace (12-25 dentes) e a coroa de 38 dentes Shimano Saint. O guia de corrente é representado pelo SRS LG e.thirteen.
Com os pedais Shinamo DX a FURY, em seu tamanho médio, revela seu peso na balança em 18,5 kilos. Poderia ser um pouco mais leve.
Comportamento

Escadaria Santos 2010
Ergonomia:
Quando se depara com a FURY o que fica mais evidente é sua geometria. Os 65 graus de ângulo da sua frente é suficiente para descidas técnicas e o tubo superior de 28 polegadas é extraordinariamente baixo para uma bike de downhill. O guidão FUNN de 749 mm é um convite para o cockpit, o que garante estabilidade.
Pedalada:
A GT FURY é uma das bikes que mais atende o requisito voltado a eficiência da pedalada. O sistema de suspensão independente combinado com o shock RockShox Vivid 5.1 entrega ao piloto uma posição de ataque que se mantém a cada pedalada levando o CG (Centro de Gravidade) do conjunto para parte dianteira. Esta característica oferece uma redução expressiva no gasto de energia quando se faz o sprint.

Sistema Independente | Foto: Mountain Bike Action
Curvas
A combinação entre a suspensão traseira e a RockShox Boxxer dianteira faz com que a bike se mantenha em sua linha em terreno imperfeito e curvas em off-camber. Os pneus Kenda Nevegal são versáteis para atender o grande range de terrenos presentes às vezes em uma única pista. O guidão FUNN fatbar entrega ao piloto a capacidade de se manter em linha, desviar de pedras e ainda garantir estabilidade pelo fato do momento associado ser elevado, ou seja, fica fácil para o piloto sair de uma condição rapidamente, se reposicionar e voltar a posição de estabilidade. Não é incrível?
Botando pra baixo

Escadaria de Santos 2010
Uma bike de downhill precisa atender descidas técnicas e pilotagem agressiva. A FURY mostra que sabe se comportar em terreno sem lei quando tem no coldre o sistema de suspensão independente.
O tunning do shock traseiro é bem amigável. As marcações de regulagem são extremamente úteis no setup da bike. A melhor analogia para o desempenho da suspensão da FURY é pensar nela na maneira como uma suspensão de moto de supercross é preparada ou seja, firme comparada com as motos de enduro. Tanto a RockShox Boxxer WC como a Vivid 5.1 oferecem regulagem de compressão de baixa. Em situações onde descidas técnicas demandam todo o curso da suspensão e ainda se quer tração e eficiência em pequenos bumps basta 1 ou 2 clicks no ajuste de ambas suspensões.
Freios
O Shimano Saint equipado com pads metálicos oferece um mordida precisa no rotor para atender frenagem em altas velocidades. Sua pinça de 4 pistões oferece regulagem de contato através dos botões de ajuste nos manetes.
Uauuu, resumindo a GT FURY brilha em diversos pontos, seja pela geometria flexível, capacidade de sprint incomparável ou estabilidade em terreno técnico. Os detalhes e soluções para o emprego do carbono a torna hot sexy o bastante para convencê-lo de que ela é sua. Realmente tecnologia e desenvolvimento são ingredientes marcantes nas pistas de downhill.
Fonte: Mountain Bike Action Magazine.









Adilson Martins disse em 30/03/2010
Quadro show…o amarelão é o mais doido…
Eu nunca botei muita fé em qualquer peça feita com fibra carbono…mas vendo esse quadro na escadaria de santos na batedeira…mudei de opinião
Bortoletto disse em 30/03/2010
Concordo, acho que eles colocaram uma boa margem no projeto. Isto deve explicar o seu peso um pouco elevado.
Vale lembrar que o carbono ataca o aluminio de não estiver bem protegido.
KADU WD disse em 01/04/2010
É cada vez mais pesquisas com a fibra de carbono vão melhorar ainda mais seu desempenho, agora também nas bikes de Dh, vamos ver como vai se comportar daqui pra frente, espero uma boa evolução desse tipo de material.