Entrevista com Daniela Cezaretto
Publicado dia 15/04/2010 às 01:03 no canal Diversas, Notícias por Bortoletto
Há algum tempo o XRides apontou suas lentes para uma atleta (é isso aí, uma garota) afim de retratar uma outra dimensão com relação aos praticantes do extremo do mountain bike.
Daniela Cezaretto, chamou a atenção no DHU de Santos neste ano pilotando sua bike com suspensão single crown, ao contrário de suas rivais que usavam double crown. A partir daí resolvemos conhecer melhor esta atleta e tentar descobrir quem é ela e o que tem em mente para o lado radical do mountain bike.
Logo no começo da entrevista, Dani nos surpreende dizendo que sua paixão no MTB não é o downhill! E agora? Vamos falar de XC? Nada disso turma. Miss Cezaretto não só é praticante mas também atuante para o desenvolvimento da modalidade freeride no Brasil. É isso aí, algo parecido com o Red Bull Rampage onde a dificuldade é apenas um ingrediente frente aos desafios assustadores de se atirar e ficar mais tempo no ar do que Michael Jordan.
Dani é uma garota como as outras, adora comida japonesa, curte um bom rock e se dedica a sua família na construção de valores, tão escassos hoje em dia. Prefere poupar energia dormindo cedo no sábado para arrepiar na bike no domingo. A piloto não divide sua vida apenas com a bike ou seja, ela é casada com quem considera seu parceiro de vida. Outro esporte? Que tal velocidade sobre uma prancha nas ondas.
Aí vão 10 minutos com Daniela Cezaretto:
Daniela, você é natural de São Paulo mesmo? Qual a sua idade?
Nasci em Itapira, interior de São Paulo, tenho 26 anos.
O que levou você a praticar a modalidade mais extrema do mountain bike?
Sempre pedalei, e antes de conhecer o extremo já fazia XC, na época conheci alguns amigos que praticavam DH e resolvi testar, já que sempre eu era a mais atirada durante as trilhas sempre procurava os caminhos mais desafiadores. Até que num evento de freeride, conheci meu marido que já andava e nunca mais parei.
O que você faz além do downhill? É formada? Tem algum negócio?
Sou formada em Biologia, porém quando me formei já estava envolvida no mundo de MTB, trabalhei por um tempo no comércio, e depois já fui trabalhar com bike. Logo me casei e hoje eu meu marido temos uma loja de bike, a Bike Tech Jardins, em São Paulo.
Muita gente pensa que downhill é apenas descer e que não exige muito em termos de condicionamento físico. Qual o seu ponto de vista a respeito?
Muito possivelmente quem diz isso nunca fez DH, ou Freeride. Assim como em outras modalidades do ciclismo, o condicionamento físico é fundamental para um bom desempenho, claro que existem diferenças de preparo físico para cada modalidade.
Como você encara a bike na sua vida? É apenas um esporte ou um estilo de vida?
A bike é meu estilo de vida em todas as formas.
Provavelmente seu convívio social se estende além do ambiente do mountain bike. Como suas amigas te encaram sabendo que você é praticante de uma atividade esportiva extremamente perigosa?
Minhas amigas em geral ficam muito admiradas com a coragem. No começo até estranharam um pouco, me chamam de doida, mas já se acostumaram.
Você já sofreu algum acidente?
Vários… rsrsrrs. Não tive muitas fraturas, porém muitas escoriações, pancadas, roxos. O mais sério foi uma ruptura de músculo, que me tirou de combate por um tempo maior.
Como você lida com os riscos associados ao esporte?
Como qualquer modalidade esportiva, o ciclismo extremo tem seu risco. Tento andar sempre com consciência e dentro dos meus limites, acredito que assim esteja minimizando as chances de acidentes.
Na última edição das Escadarias de Santos, registramos quase 40°C no ponto mais alto do Monte Serrat, você chegou a pensar em retirar o equipamento de proteção?
Sim, por várias vezes, mas meu bom senso não permitiu… rsrsrrs. Lá o risco de queda é sempre muito alto, porque você esta andando sempre no máximo do seu limite, então melhor não ariscar.
Diferente de suas adversárias, você equipou sua Trek com uma suspensão single Crown. Qual foi sua estratégia?
Não foi estratégia, nunca andei de Double Crown, não faz meu estilo, embora eu participe de provas de DH, o que mais gosto de fazer é Freeride e Dirt, e para isso é muito melhor uma Single Crown, a bike é muito mais ágil e leve assim. Até tentei usar algumas vezes a Double, mas não rolou. Para os pulos e manobras a single é perfeita.
Você esteve no Canadá o ano passado, valeu a pena o investimento? Sua postura continuou a mesma?
Ohhh se valeu. Lá é demais, ficaria aqui horas falando sobre Whistler, 15 dias andando de bike sem parar, andando com pilotos do mundo inteiro, do mais Top ao que nunca saltou um duplo. Em 15 dias lá, se anda o que andaria aqui em um ano. Lá evolui muito, fisicamente e também emocionalmente. Vi que para praticar extremo, não importa idade, mulher ou homem, basta vontade e atitude.
O ano de 2010 está recheado de provas e campeonatos, quais são seus objetivos?
Esse ano meus planos estão um pouco diferentes, não estou com foco em nenhum campeonato específico, quero me dedicar mais ao trabalho e a família. Andar de bike somente “for fun”.
Já sofreu algum tipo de preconceito masculino? Como é lidar com isso?
Não diretamente, mas sempre rola algum tipo de diferença. Eu já me acostumei, já ouvi muitas vezes os meninos falarem, “se ela pula, eu também pulo”… rsrsrrs. Mas no geral, os meninos respeitam e apóiam muito as meninas.
O que você espera do downhill no Brasil?
Acho que é uma modalidade muito nova, e que ainda tem muito que crescer, aprender e se desenvolver. Não digo só o DH, mais toda a modalidade extrema aro 26. Se o DH está atrasado, o Freeride ainda ta engatinhando. Vejo um futuro promissor, nossa geração é só o começo.
O que você espera de você mesmo?
Eu quero me divertir… rsrrsrs!!! Na verdade o que mais procuro no esporte é isso, diversão. Não tenho pretensões como atleta de DH, minha modalidade é o freeride, role de bike sem compromisso, gosto da “vibe” das corridas, é onde se encontram os amigos, e onde se tem oportunidade de andar com as meninas, por isso, sempre que posso participo dos eventos e corridas.
Qual a sua mensagem para outras meninas que desejam entrar no esporte?
As que morrem de vontade de andar, eu diria que comecem, porque se gostarem, não irão parar, e que não desistam diante das dificuldades, pois elas surgirão. Mas o prazer que se tem ao ultrapassar essa dificuldade é indescritível.
Alguns lugares para se divertir com a bike?
Temos hoje pistas espalhadas no Brasil inteiro, aqui na região minhas preferidas são: Dragon Bike Park (Itapecirica), Sorocaba, Parque dos Príncipes (São Paulo), Green Bike Park (Mairiporã), Curral Bike Park (Ribeirão Preto), entre muitas outras.
Daniela possui o apoio das empresas Bike Tech Jardins, Trek Bikes e Bikezone. Apesar do seu foco como piloto de freeride, também participa de competições de downhill, foi 2º lugar no GP Ravelli de Slopestyle 2007 e em Whistler, participou também das WomenzWorkx, uma competição somente para mulheres com um formato bem diferente das corridas que estamos acostumados a ver, ficando em 9º lugar.
A Equipe XRides abradece Daniela Cezaretto pela entrevista.
















Adilson Martins disse em 15/04/2010
Show a entrevista..mtb lifestyle total
Lucas Xavier disse em 15/04/2010
ficou show a entrevista!!
parabens bortolla!!
life’s for fun!
Daniela Zammataro disse em 15/04/2010
Show… Valeu Xrides!
;)
Vinicius disse em 15/04/2010
Excelente matéria, parabéns Xrides!!!
Jessica Dragolina disse em 15/04/2010
Olhaa a Dani, amei sua entrevista.
beijos Dragolina!!
cae disse em 15/04/2010
Parabens pela iniciativa… Muito boa a entrevista!
Bortoletto disse em 16/04/2010
Grato a todos. Vale lembrar que o objetivo principal do Xrides é promover o MTB nas suas modalidades mais agressivas. É saudável para vc, para nós e para o esporte. Acreditamos que é possível. Yes we Can!
Pedro Natale cezaretto disse em 01/10/2010
isto é um cezaretto , sempre fazendo um disafio .
Pedro Natale cezaretto disse em 01/10/2010
DANIELA CEZARETTO , FICO FELIZ
COM SUA FORMA DE AVENTURA , CONHENCI VARIO CEZARETTO EM ITAPIRA ;EU SOU DA FAMILIA DA CIDADE DE BAURU SP.
Marcelo disse em 16/10/2010
será que vc é minha prima, qual o nome do teu pai, o do meu era
Olegário Cezaretto, entre em contato
Juvelina Moreno Lopes disse em 20/03/2011
Oi Marcelo! Eu provavelmente sou sua prima. Eu tenho um tio chamado Olegário Cezaretto. O nome da minha mãe é Nair Cezaretto, irmã de Olegário Cezaretto. O nome do meu avô era Arcênio Cezaretto, por acaso o seu tbm? Me responda.
Juvelina Moreno Lopes disse em 20/03/2011
Sou fliha de Nair Cezaretto, nacida em Itapira. E estava fazendo uma busca sobre minha familia, e achei a entrevista da Daniela. Será q somos parentes??
Juvelina Moreno Lopes disse em 20/03/2011
só corrigindo mu e-mail q estava incorreto na msg anterior