Downhill para todos !
Publicado dia 11/06/2010 às 14:15 no canal Artigos, Informações gerais por Bortoletto
Neste século 21, todo o esporte tende a ser acessível para todos inclusive para os portadores de necessidades especiais. O MTB não fica fora disso, garantindo boa dose de adrenalina bombando nas veias frente às forças da gravidade, onde uma descida de 2 km pode ser realizada em minutos e por todos. É claro que uma boa condição física é necessária pois o assunto se resume em uma combinação de MTB Downhill, técnicas de pilotagem em rally e Motocross/Supercross.
O Esporte:
A prática de modalidades radicais como o downhill e o 4x por deficientes físicos (principalmente paraplégicos) já é comum nos países de primeiro mundo. O ínicio se deu por volta de 1996 quando as primeiras bikes de 4 rodas foram desenvolvidas.
Muitos Bike Parks já estão totalmente adaptados para receber este público com programas especiais de inclusão e infra-estrutura adequada. Whistler é um deles, e várias modalidades do MTB podem ser praticadas por cadeirantes como por exemplo:
- Downhill;
- 4X;
- XC (curto);
- Freeride.
O mais interessante é que as bikes especiais (4 rodas) são usadas também por várias pessoas sem deficiências físicas. Diversão garantida, não é demais?
A Bike
As bikes foram projetadas especialmente para serem impulsionadas pela gravidade, porém também é possível aplicar impulso extra manualmente como é feito em uma cadeira de rodas comum. As retomadas de curvas agradecem!
Construídas quase que artesanalmente, muita tecnologia é empregada em termos de design e componentes. É uma máquina de corrida! Ajustes de suspensões (independentes), caster, camber, toe in e toe out, podem ser realizados para cada tipo de pista. Incrível! Com relação aos freios, reparem que existem manetes dedicados para frenagens independentes. São 4 no total e o “workload” do piloto vai lá para a casa do chapéu. Emocionante não?
O piloto, facilmente, pode desenvolver velocidades de até 60 km/h e fazer grandes jumps. Não fica nada para trás em relação as bikes convencionais. Neste vídeo você confere mais alguns detalhes do que esta máquina é capaz.
O projeto destas máquinas de corrida começou a ficar sério a partir de 1997 com o modelo R-One FourCross. Depois disso outros projetos apareceram como por exemplo a AFF Raven que já é disponível para compra. O preço faz jus a tecnologia e segurança e pode passar da casa dos 20.000 reais.
Especificação técnica:
- Quadro 4130 cro-mo;
- Assento 4130 cro-mo;
- Suportagens usinadas com alumínio aeronáutico;
- Barras usinadas com alumínio aeronautico;
- 4 Fox Racing Shox VAN Coil;
- Rodas dianteiras 20” (aros sun rims/pneus maxxis). Opção para aro 24”;
- Rodas traseiras 24” (aros sun rims/pneus maxxis). Opção para aro 26”;
- Sistema de freios hidráulicos com rotores de 6”;
- Bandeja (alumínio) para os pés com ajuste e cinta de fixação.
A Infra Estrutura:
A prática deste esporte não depende somente da bike e da iniciativa do piloto. Precisa também de infra estrutura das pistas como, lifts, pistas adequadas e outras facilidades. Infelizmente no Brasil não existe nada parecido mas não falta muito. Por que não aproveitar o que já se tem no Kona Bike Park em São Roque?
Bike Parks como o de Whistler, no Canadá, estão muito avançados no que se precisa para atender o público com necessidades especiais e não é só no MTB não, base jumping, trekking, ski e outras atividades são disponíveis a todos durante o ano inteiro. Neste outro vídeo dá para ter uma idéia de como é a infra estrutura de primeira.
No Brasil:
Várias iniciativas podem surtir resultado. Existem várias escolas técnicas onde um pouco de investimento seria preciso para desenvolver uma bike 4 rodas nacional. Já se tem o Mini Baja, por que não a bike 4 rodas? Desenvolvimento semelhante. Também não é preciso um lift igual ao dos gringos. Basta um resgate fácil para garantir o conforto do usuário.
Sobre as pistas? Ai sim teríamos que ter algo preparado, mais largo, com curvas melhores e com maior fluidez.
Finalizando, embora a possibilidade de ser ter esta modalidade aqui no Brasil seja real, ainda falta muito para os primeiros passos. A cultura é um grande obstáculo que tem que ser superado, porém demanda muito, muito tempo. Exemplo disso é o descaso que vários iniciantes sofrem com aqueles que deveriam ser o exemplo, imaginem aqueles que precisam mais de atenção?
Fontes:




Vinicius disse em 11/06/2010
É isso ai Bortola!!! Todos merecem um pouco de adrenalina na veia! O que nos limita é apenas nós mesmos! Parabéns pela matéria!
Adilson Martins disse em 12/06/2010
A maior barreira com certeza é cultural…mal se constroem rampas de acesso para deficientes, imagine pistas aqui no Brasil… alias mal se controem pistas para bikes comuns….além disso muitas pessoas pensam que deficientes são inválidos e nao podem fazer nada mais alem do que esperar a morte literalmente sentados…é incrivel como lá fora existem adaptações nos equipamentos esportivos para deficientes físicos…pelo menos aqui no BR já existe uma tendência positiva na conscientização…mas por enquanto é uma coisa muito mais política do que algo realmente para se resolver uma situação….
Adriano Pedra disse em 15/06/2010
muito boa matéria…as pessoas com deficiência são incriveis e capazes de fazer de tudo com muito mais êxito do que imaginamos…temos que valorizar e lutar pela inclusão..apesar que inclusão não deveria existir e sim ser natural…enfim..parabéns…e vamos incentivar…
GUICORSINI disse em 15/06/2010
Excelente matéria. Carrinho de rolemã gringo é outra coisa… abx
KADU WD disse em 16/06/2010
Bacana a matéria, dh pra todos, deve ser style ver o pessoal descendo em um desse.
Carlos disse em 04/12/2010
Muito legal isso,muito mesmo infelismente aquino Brasil naum tem pistas assim, ooutro problema é o preço, pow é q nem esses carros eletricos por exemplo, as fabricas constroem e falam que é pra ajudar no meio ambiente masquem q vai poder comprar olha o preço nao sao todos q podem, o mesmo essas bicicletas cara 20mil reais, nem todos podem :s …